Cachê
O valor combinado pela apresentação do artista.
Cachê bruto é o que o contratante paga pelo show. Cachê líquido é o que sobra para o artista depois da comissão da agência, dos impostos e das despesas que ficaram por conta dele. Fechar uma data sem separar os dois é a origem da maior parte das discussões no acerto.
Como a proposta calcula o cachê →Venda colocada
A data vendida por um intermediário que aproxima contratante e artista.
Quem coloca a venda apresenta o contratante, negocia a data e recebe um percentual combinado sobre o cachê. É prática comum no interior e em circuitos regionais, e precisa estar registrada desde a proposta: o percentual de quem colocou sai do mesmo valor que remunera artista e agência.
Venda colocada dentro da proposta →Repasse
A parte do valor recebido que a agência transfere ao artista.
Depois de descontar a comissão, a retenção e o que foi pago por conta do evento, o que resta é repassado ao artista. O repasse tem data, forma de pagamento e comprovante próprios — não é o mesmo evento contábil que o recebimento do contratante.
Repasse e acerto do evento →Comissão
O percentual que a agência retém pelo agenciamento da data.
Costuma ficar entre 10% e 20% do cachê, e pode variar por artista, por praça ou por agente que fechou a data. Quando existe comissão por agente além da comissão da agência, as duas precisam ser calculadas sobre a mesma base combinada — senão a conta do fim do mês não fecha.
Comissão por agente →Contratante
Quem contrata a apresentação: casa de show, produtor local, prefeitura ou empresa.
É a outra ponta do contrato. Pode ser pessoa física ou jurídica, e no Brasil a diferença muda documento, nota fiscal e forma de pagamento. Guardar o histórico do contratante — o que já pagou, se atrasou, qual foi o ticket médio — é o que permite precificar a próxima data sem chutar.
Página externa de contratação →Hold e opção
A data segurada antes de virar venda.
Hold é a reserva provisória: o artista segura a data enquanto o contratante decide. Opção é o mesmo mecanismo com prioridade declarada — primeira opção, segunda opção. Nada disso é show confirmado, e tratar hold como venda é o jeito mais rápido de vender a mesma data duas vezes.
Agenda com hold, opção e confirmação →Advancing
O alinhamento de produção que antecede o show.
Nos dias antes da apresentação, produção do artista e produção do evento fecham horários de chegada, passagem de som, rider, credenciais, alimentação e logística. É o advancing que transforma o contrato em roteiro operacional — e é onde aparece o que ninguém combinou por escrito.
Produção de turnê →Rider
As exigências técnicas e de hospitalidade do artista.
O rider técnico descreve palco, som, luz, backline e equipe necessária. O rider de hospitality trata de camarim, alimentação, transporte e hospedagem. Os dois são anexos do contrato: o que está no rider é obrigação, não pedido.
Rider dentro do roteiro →Rooming list
Quem dorme em qual quarto, com quem e em quais noites.
Não é a contagem de quartos: é a lista nominal de ocupantes. Dois passageiros dividindo um quarto contam como duas pessoas hospedadas — e qualquer conta feita por número de reservas em vez de por ocupante subestima o custo e deixa gente sem cama.
Hospedagem e rooming list →Passagem de som
O ensaio técnico no dia do show.
Momento em que o artista testa som e monitoração na casa, depois da montagem. Tem horário contratado e depende do rider ter chegado antes — passagem de som marcada sem rider enviado costuma virar atraso na abertura da casa.
Roteiro do dia do show →Acerto de bilheteria
O fechamento de contas do evento com base no que a bilheteria arrecadou.
Usado quando o cachê tem parte variável ou quando artista e casa dividem a receita. Exige borderô conferido, despesas comprovadas e uma base de cálculo combinada antes do show — porcentagem sobre bruto e sobre líquido dão números muito diferentes.
Financeiro por evento →Ticket médio
O cachê médio do artista num período ou numa praça.
É a referência de precificação da próxima data: quanto aquele artista vem fechando naquela região, naquele tipo de casa, naquele mês do ano. Sem histórico de shows fechados, o ticket médio vira memória de agente — e memória de agente não sustenta negociação.
Ticket médio na contratação →Booker
O profissional que vende as datas do artista.
É quem prospecta contratante, negocia cachê e conduz a data até a confirmação. Numa agência com vários bookers, cada um enxerga a própria carteira e a própria comissão, e a agência enxerga o conjunto.
Planos por usuário interno →